Carta Mar/05 - Mcc Brasil

"E, se já morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele.
Sabemos que Cristo, ressuscitado dos mortos, não morre mais.
A morte não tem mais poder sobre Ele.
Pois aquele que morreu, morreu para o pecado, uma vez por todas,
e aquele que vive, vive para Deus.
Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado
e vivos para Deus, no Cristo Jesus" (Rm 6, 8-11).

Queridos irmãos e irmãs, internautas ou não:

No segundo ponto de nossa carta de fevereiro pp., ficaram a pergunta e o desafio que nos são propostos para este tempo da Quaresma: "vamos nos apaixonar de novo... para voltarmos ao primeiro amor?". No nosso caso, a paixão por Jesus. Quem se apaixona quer estar perto, olhar nos olhos um do outro, alegrar-se com o sorriso do outro e derramar sua lágrima misturando-a com a do outro. Pois bem, a Semana Santa que encerra a Quaresma, está aí, no fim deste mês de março, para que a gente manifeste, quer na intimidade com Jesus, quer nas significativas celebrações litúrgicas, toda a extensão e profundidade da nossa paixão por Ele. Acompanhe Seus passos - é o mínimo que seu Amado espera de você.

1º. No Domingo de Ramos, entre com Ele em Jerusalém. Na Jerusalém que, como a Ele, recebe você de braços abertos num dia, para, no dia seguinte, cuspir-lhe no rosto. Sua experiência pessoal não diz que é assim também com a gente? Você confia, você investe na amizade e na solidariedade, você é recebido com "hosanas" e, de repente...está na rua da amargura: abandonado, poucos são os que, agora, prestam atenção em você. Com o seu Amado aconteceu igual. E você nem pode comparar-se a Ele, pois não?

2º. Na Quinta-feira Santa, procure unir-se intimamente a seu Amado. Ele prepara o banquete e convida seus íntimos para com ele sentar-se à mesa. Daqui a pouco terão início os terríveis sofrimentos dAquele que vai dar a vida pelos seus, por você e pela redenção do mundo. Entre e sente-se com Ele e com os demais convidados. Pois Ele inventou algo genial. Vai deixar uma herança eterna: cingido com uma toalha, inventa o serviço sacerdotal, ajoelhando-se diante dos seus e lavando-lhes os pés ao mesmo tempo que reparte entre eles o seu próprio Corpo e Sangue. Alimente-se, pois serão necessárias muitas forças e muita coragem para partilhar com o Amado as intermináveis horas de sofrimento e de abandono que se aproximam. Na Eucaristia, onde Ele continua vivo, diga-lhe que você quer ser um com Ele: "O cálice da benção, que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos não é a comunhão com o corpo de Cristo? Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão" (1Co 10,16-17).

3º. Na Sexta-feira Santa, já intimamente unido a Cristo que sofreu e continua sofrendo na carne de tantos irmãos e irmãs, valorize o seu próprio sofrimento. Se você é daqueles que estão sempre chorando com a cabeça pelas paredes, aprenda com Ele a lição do sofrimento. Não desperdice esta excelente oportunidade para unir os seus sofrimentos, quer morais ou físicos ou de qualquer outro gênero, aos sofrimentos do seu Amado. Ainda que, com Ele, você chegue a gritar: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?" (Mt 27,46). Porque os seus sofrimentos, meu irmão, minha irmã, servirão para beneficiar o Povo de Deus e todo o mundo. Esta é a realidade vivida na carne por S.Paulo e que dele aprendemos: "Alegro-me nos sofrimentos que tenho suportado por vós e completo, na minha carne, o que falta às tribulações de Cristo em favor do seu Corpo que é a Igreja" (2Cl 1,24). Neste espírito,
procure viver intensamente a Sexta-feira Santa. Lembre-se, ainda, do que nos diz São Pedro: "Caríssimos, não estranheis o fogo da provação que lavra entre vós, como se alguma coisa de estranho vos estivesse acontecendo. Pelo contrário, alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo, para que possais exultar de alegria quando se revelar a sua glória" (1Pe 4,12-13).

4º. No Sábado Santo, entre as ocupações e preocupações de preparação para a Páscoa (meu Deus! quantos ovos de todos os tamanhos, almoço festivo, presentes, etc.) esforce-se para permanecer vigilante pois o Amado vai ressuscitar dos mortos. Aguarde ansiosamente por este momento. Crie no seu íntimo a expectativa de uma vida nova, de um mundo novo, pois Ele vai ressuscitar. Participe ativamente das cerimônias marcantes da Vigília. Renove, agora conscientemente, as promessas do seu batismo. E cante com entusiasmo e imensa alegria: "Ele ressuscitou, e está vivo no meio de nós. Aleluia!".

5º. No Domingo da Páscoa, entre os votos de uma "santa e feliz Páscoa", identifique-se com o seu Amado que ressuscita dos mortos. Conscientize-se, sobretudo neste santo domingo, que, como cristão, você é um ressuscitado com Ele! Alegre-se e alimente a esperança que brota de Jesus Ressuscitado: "Vi então um novo céu e uma nova terra...Ele enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram" (Ap 21, 1.4).

Meu irmão, minha irmã: estes também são meus votos pascais para você, para sua família e para todos os que você ama! Um dia, vamos encontrar-nos todos com o nosso Amado, vivo e triunfante da morte para sempre!


Pe.José Gilberto Beraldo
Assessor Eclesiástico Nacional MCC
E-mail: beraldomilenio@uol.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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