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Cartas do Gen
Carta Mensal
OMCC Setembro 2005
“Não se amoldem às estruturas deste
mundo, mas transformem-se pela renovação
da mente, a fim de distinguir qual é a vontade
de Deus: o que é bom, o que é agradável
a ele, o que é perfeito.” (Rom 12, 2)
Pe. José Gilberto Beraldo
Assessor Eclesiástico do OMCC
Queridos irmãos e irmãs cursilhistas de
todo o mundo:
A
graça e a paz do Senhor Jesus Cristo estejam
com todos!
Depois
de ter aqui tratado amplamente do primeiro tema do nosso
próximo VI Encontro Mundial, cremos oportuno
refletir, agora, sobre o segundo tema: "Fidelidade
e Renovação no MCC".
Antes,
porém, consideramos oportuno enfatizar dois pontos
importantes, que não dizem respeito apenas a
esta Carta Mensal, mas a todas quantas a antecederam.
De um lado, jamais tivemos a intenção
de impor qualquer opinião, mas sim de oferecer
elementos para reflexão, daí a razão
de, em alguns momentos, acentuarmos aspectos positivos
e negativos. De outro lado, nem o lema, nem os temas
do VI EM foram determinados por este Comitê Executivo,
mas foram definidos pelos Grupos Internacionais presentes
à Primeira Reunião Ordinária do
OMCC (Barranquilla, Colômbia, junho de 2003).
Ao
comunicar-se com os cursilhistas de todos os quadrantes
através destas Cartas Mensais, quis este Comitê
Executivo apenas e tão somente fornecer subsídios
para que os Secretariados Nacionais do MCC pudessem
estudá-los e aprofundá-los. Quisemos,
assim, cumprir a tarefa de que nos incumbe o Estatuto
e que, nos seus vários artigos, expressa sempre
o mesmo espírito que é ´servir´.
Portanto, se em algum momento nos expressamos de modo
a possibilitar qualquer outra interpretação
de nossos objetivos, pedimos sinceras desculpas.
O
tema em questão já havia sido objeto de
discussão e decisões no Pré-Encontro
Latino Americano do MCC, ainda em Barranquilla. Trata
de dois conceitos que andam juntos. Ou, melhor, que
se complementam. Porque é exatamente na medida
em que continua a ser fiel a si mesmo, à sua
identidade e ao seu carisma, que o MCC sente a responsabilidade
de renovar-se por dentro e na sua práxis para
atender à voz do mesmo Espírito Santo
que o inspirou.
A
palavra fidelidade tem a mesma raiz que a palavra fé.
Fé é a plena e absoluta aceitação
da Trindade Santíssima: do Pai pelo seu projeto
de amor para com a humanidade, de sua Palavra redentora,
através do Filho e da sua presença inspiradora
através do Espírito Santo. Portanto, como
em qualquer Movimento eclesial, no MCC a fidelidade
encontra seu referencial na Palavra de Deus, na comunhão
eclesial e, conseqüentemente, nas orientações
doutrinárias e pastorais de seus Mestres e Pastores
instituídos pelo próprio Jesus Cristo.
É nessa fonte que nascem, são discernidos
e prosperam os Carismas na Igreja. Fundadores, iniciadores
ou protagonistas de instituições eclesiais
– tais como Ordens e Congregações
religiosas, associações e movimentos –
só encontram legitimidade para sua presença
atual no mundo e na Igreja, quando voltam continuamente
às fontes. Voltar às fontes significa
voltar a Jesus Cristo, à sua Palavra nos Evangelhos,
à tradição e às orientações
da Mãe Igreja. Voltar à fontes significa
buscar o carisma, as propostas tanto escritas como orais
dos fundadores ou iniciadores, e tudo subordinar ao
discernimento dos Pastores da Igreja. Conclui-se, pois,
que também o MCC para ser absolutamente fiel,
como, sem dúvida alguma, é o desejo de
todos os participantes do seu VI Encontro Mundial, deverá
voltar às legitimas fontes de sua origem, atento
à voz de Deus, aos "sinais dos tempos",
às atuais orientações dos Pastores
da Igreja. Tal atitude poderá exigir renuncias,
adaptações e sintonia com o tempo presente:
tempo de Igreja e tempo de mundo. Afinal, tempo do Reino
de Deus.
A
renovação é conseqüência
necessária da fidelidade. A oração
inicial de todos os atos do MCC – a invocação
do Divino Espírito Santo – recorda-nos
essa necessidade. "Enviai, Senhor, o vosso Espírito,
e tudo será criado. E renovareis a face da terra".
A nosso juízo, não se trata de uma "renovação"
futura ou de uma "criação" futura.
Sem dúvida, essa criação e essa
renovação devem acontecer "hic et
nunc", aqui e agora, no tempo presente. Vivemos
uma nova cultura, estamos num novo patamar da história,
atravessamos um tempo singular – tudo isso coloca
o homem e a mulher de hoje em circunstâncias totalmente
novas. É sob essa luz, portanto, que, sendo fiel,
o MCC deverá adequar-se em sua renovação.
Não basta viver de tudo o que foi bom no passado.
Torna-se urgente, respeitando e aproveitando tudo aquilo,
buscar novos caminhos e oferecer propostas adequadas
ao tempo presente. Mais uma vez, é oportuno lembrar
a "Nova Evangelização" desejada
pelo saudoso Papa João Paulo II: "nova nos
métodos, nova nas expressões e nova no
ardor". Às vésperas do nosso esperado
VI Encontro Mundial, perguntamo-nos: tem o MCC se ocupado
e preocupado com as necessárias adaptações
urgidas por esses documentos, bem como pelo seu próprio
carisma, seus objetivos e suas metas? Tem o MCC ouvido
os constantes apelos dos nossos Pastores para que toda
a Igreja seja sempre mais missionária, fiel à
sua vocação essencial?
Concluindo:
cabe aos responsáveis e dirigentes do MCC em
todo o mundo, refletir profundamente sobre o tema e
decidir seus caminhos para os próximos anos sob
a luz da FIDELIDADE E RENOVAÇÃO.
Pedindo
a todos que intensifiquem suas orações
pelo nosso próximo VI Encontro Mundial, nos despedimos
como irmãos e servidores
FRANCISCO ALBERTO COUTINHO
Presidente PE. JOSÉ GILBERTO BERALDO
Assessor Eclesiástico
ANTONIO CARLOS SALOMÃO
Vice-Presidente
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