Mensagens para a Vida

:: O Burro e o Poço
:: Aprendendo Com A Vida
:: A cadeira
:: Pe. Zezinho, scj - O Deus que achamos ter achado
:: Os três Conselhos
:: O que é a vida?
:: Lembranças do profeta do milênio

O Burro e o Poço

Um dia, o burro de um camponês caiu num poço.
Não chegou a se ferir,
mas não podia sair dali por conta própria.
Por isso o animal chorou fortemente durante horas,
enquanto o camponês pensava no que fazer.

Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel:
concluiu que, já que o burro estava muito velho
e o poço estava mesmo seco,
este último poderia ser tapado nesse momento.
Portanto, não valia a pena se esforçar para
tirar o burro de dentro do poço.

Ao contrário, chamou seus vizinhos
para ajudá-lo a enterrar vivo o dito cujo.
Cada um deles pegou uma pá e

começou a jogar terra dentro do poço.
O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo
e chorou ainda mais desesperadamente.

Porém, para surpresa de todos,
logo o burro aquietou-se,
depois de umas tantas pás de terra que levou.

O camponês então olhou para o fundo do poço
e se surpreendeu com o que viu:
a cada pá de terra que caía sobre suas costas,

o burro a sacudia,
dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão.
Assim, em pouco tempo,
conseguiu chegar até a boca do poço,
passar por cima da borda e sair dali trotando.

***************

A vida vai te jogar muita terra nas costas.
Principalmente se você já estiver dentro de um poço.
O segredo para sair dele é sacudir a terra acumulada nas costas e

dar um passo sobre ela.
Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima.
Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos.
Use a terra que te jogam para seguir adiante!

*********

Coloque todo peso e todo fardo nas costas de Jesus
e livre-se dos seus problemas.
(Mateus 11:29,30)

Que Deus nos abençoe e nos dê a paz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aprendendo Com A Vida [ Voltar ]

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um de adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.

E aprende que não importa quão boa uma pessoa possa ser, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante e se arrependerá pelo resto da vida.

E que bons amigos são a família que nos permitem escolher.

Aprende que não temos que mudar se compreendermos que os amigos mudam.

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa juntos, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que a vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmo.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde esta indo qualquer lugar serve.

Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter responsabilidade, pois não importa quão delicada e frágil seja a situação, sempre existe os dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando conseqüências.

Aprende que paciência requer prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com ela, do que quantos aniversários você já celebrou.

Aprende que há ,mais de seus pais em você do que você suponha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que seus sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se elas acreditassem nisso.

Aprende que quando se esta com raiva tem o direito de estar com raiva, mas não o de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstra ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade que julgas, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo pára para que você conserte.

Aprende que tempo não é algo que dá para voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suporta que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida. Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que com freqüência poderíamos ganhar pelo simples medo de arriscar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

Lembranças do profeta do milênio [ Voltar ]
Recife (PE), 5/2/2004 - 11:47

Dom Helder Câmara... Um profeta. Um ministro católico. O mais importante líder religioso do milênio.

Cearense, foi no dia 07 de fevereiro que ele nasceu, no Carnaval de 1909, 11º filho do Guarda-livros, João Eduardo Torres Camara Filho e da Professora Primária, Adelaide Rodrigues Pessoa Camara... Os dez filhos nascidos antes dele tinham nomes de tios, de avos ou nomes preferidos pela família... Para este, o pai escolheu ao acaso, num livro de Geografia, o nome HELDER, sem saber - naquele momento - que esse nome significava "céu claro" ou "claridade"...

Muito frágil, ao batizar-se em 31 de marco daquele ano, foi usada água morna, por medo de vê-lo adoecer... Aluno aplicado e estudioso, gostava do Francês, lendo muitos livros nesse idioma. Só não gostava de castigar ninguém nas sabatinas. Dizia: "Professora, sou incapaz de bater em alguém". Sua resistência, nesse tipo de castigo, fez com que sua professora suspendesse o castigo físico nas suas classes. Uma primeira vitória, do seu senso de justiça. E a firme decisão de ser PADRE foi se consolidando enquanto ele crescia.

Polêmico desde os tempos de seminarista, no Seminário da Prainha, em Fortaleza, ordenou-se padre em 15 de agosto de 1931 e tornou-se Bispo em 1952... Arcebispo Auxiliar no Rio de Janeiro, assumiu a Arquidiocese de Olinda e Recife em 1964, quando o regime militar era implantado no Brasil, não tendo sido fácil a condução dos seus padres, num tempo de controle e rigidez.

Poeta, escritor, deixou 22 obras publicadas em diversos países e uma grande quantidade de trabalhos, valiosíssimos, que
hão de compor as suas Obras Completas, resgatando
todas as informações possíveis sobre ele e sua trajetória na história da igreja.

Sua ação foi sempre arrojada. De sua iluminada inspiração nasceu a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), da qual foi 1º secretário-geral de 1952 a 1964 e o CELAN (Conselho Episcopal Latino-Americano), em 1955.

Mas aquele homem franzino, doce e afável, que viveu sua opção preferencial pelos pobres e criou movimentos em favor dos desfavorecidos, era um gigante, diante dos desafios que aceitava enfrentar ou das ações arrojadas que não se deixava abater, para que fossem realidade. Daí nasceu a polêmica em torno de sua vida e de suas ações, sendo muitas as dificuldades, inclusive um sofrido e significativo silêncio, que durou um longo tempo e o fez sofrer muitíssimo...

Homenageado por muitos lugares do mundo, Dom Helder chegou a receber 33 títulos de Doutor Honoris Causa, de Universidades as mais diversas. E mais de 300 condecorações, recebidas de inúmeros lugares, foram prova inconteste da popularidade que mereceu ganhar, embora, nem sempre fosse considerado "profeta em sua terra"!

Depois, sereno e tranqüilo, caminhou para a eternidade com passos firmes, apesar da aparência frágil e dos males que o afligiam... Por 90 anos pairou sobre a Igreja, amado pela esmagadora maioria, contestado por gente de sentimentos menores e medíocres, continuando a alimentar sua alma de menino nas vigílias das madrugadas, prostrado junto ao altar da Igrejinha que escolheu como morada final de sua longa vida.

No dia 07 de fevereiro de 2004 ele faria 95 anos. Celebremos esta data com o coração cheio de saudade e a certeza de sermos todos privilegiados, por termos vivido no mesmo tempo em que essa luz tão intensa brilhava na nossa Igreja, ao alcance dos nossos olhos e o enternecimento dos nossos corações!


Fonte: Font, Marieta Borges Lins e Silva - membro do Conselho da Instituto Dom Helder Camara.

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O que é a vida? [ Voltar ]

O autor é o João Pereira Coutinho, não o milionário mas
sim o jornalista:

NÃO TENHO FILHOS e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.

Hoje, não. A criança nasce não numa família mas numa pista de atletismo com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis. E um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição. Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho, as quecas de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial estará a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos.

Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade.

O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem
a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência.

Mas a felicidade.

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Os Três Conselhos [ Voltar ]
(Autor Desconhecido)

Um casal de jovens recém-casados era muito pobre
e vivia de favores num sitio do interior.

Um dia, o marido fez a seguinte proposta a esposa:

Querida, eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável.
Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e, enquanto estiver fora, seja fiel a mim, pois eu serei fiel a você.

Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém
para ajudá-lo em sua fazenda.

O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito.
Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também
foi aceito.

O pacto seria o seguinte:

Deixe-me trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o Senhor me dispensa das minhas obrigações.

- Eu não quero receber o meu salário. Peço que o Senhor o coloque na poupança, até o dia em que eu for embora.

- No dia em que eu sair o Senhor me dá o dinheiro e eu
sigo o meu caminho.

Tudo combinado.

Aquele jovem trabalhou durante vinte anos, sem férias
e sem descanso.

Depois de vinte anos, chegou para o patrão e disse:
- Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para
a minha casa.

O patrão então lhe respondeu:
- Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes, quero lhe fazer uma proposta, tudo bem?

- Eu lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora, ou eu lhe dou três conselhos e não lhe dou o dinheiro e você vai embora.

Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos e se eu lhe der os conselhos eu não lhe dou o dinheiro.
- Vá para o seu quarto, pense e depois me de a resposta.

Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe:
- Quero os três conselhos.

O patrão novamente frizou:
- Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro.

E o empregado respondeu:
- Quero os conselhos.

O patrão então lhe falou:

01) Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos
e desconhecidos podem custar a sua vida;

02) Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal;

03) Nunca tome decisões em momentos de ódio ou de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.

Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não
era tão jovem assim:

- Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa.

O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava.

Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou:
- Pra onde você vai?

Ele respondeu:
- Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por esta estrada.

O andarilho disse-lhe então:
- Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que "é dez" e você chega em poucos dias.

O rapaz contente começou a seguir pelo atalho, quando lembrou do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal.

Dias depois, soube que o atalho levava a uma emboscada.
Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada, onde pôde hospedar-se.

Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir.
De madrugada, acordou assustado com um grito estarrecedor.

Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho.

Voltou, deitou-se e dormiu.

Ao amanhecer, após tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido.
O hospedeiro disse:
E você não ficou curioso? Ele disse que não.

No que o hospedeiro respondeu:
- Você é o primeiro hóspede a sair vivo daqui, pois meu filho tem crises de loucura; grita durante a noite e quando o hospede sai, mata-o e enterra-o no quintal.

O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar
a sua casa.

Depois de muitos dias e noites de caminhada... Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa.

Estava anoitecendo, mas ele pôde ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos.

Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade.

Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou do terceiro conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão.

Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse:
- Não vou matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre fui fiel a ela.

Dirigiu-se à porta da casa e bateu.

Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira ao seu pescoço e o abraça afetuosamente.

Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então, com lágrimas nos olhos, ele lhe diz:
- Eu fui fiel a você e você me traiu. . .

Ela espantada lhe responde:
- Como? Eu nunca te trai, esperei durante esses vinte anos!

Ele então lhe perguntou:
- E aquele homem que você estava acariciando ontem
ao entardecer?

E ela lhe disse:
- Aquele homem é nosso filho. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos
de idade.

Então o marido entrou, conheceu, abraçou seu filho e contou-lhes toda a sua historia, enquanto a esposa preparava o café.

Sentaram-se para tomá-lo e comer juntos o último pão.

Após a oração de agradecimento, com lágrimas de emoção,
ele parte o pão, e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação e trabalho.
MORAL DA HISTÓRIA
Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...

Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas
que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom
nos acrescentará...

Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva,
e fatalmente nos arrependemos depois...

Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses
três conselhos e não se esqueça também, de CONFIAR
(mesmo que a vida muitas vezes já tenha te dado motivos
para a desconfiança).


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A cadeira [ Voltar ]

O sacerdote foi chamado para orar por um homem muito enfermo. Quando o sacerdote entrou no quarto, encontrou
o pobre homem na cama com a cabeça apoiada num par de almofadas. Havia uma cadeira ao lado da cama, fato que
levou o sacerdote a pensar que o homem estava aguardando
a sua chegada.

-Suponho que estava me esperando?- disse o sacerdote.

-Não, quem é você? - respondeu o homem enfermo.

-Sou o sacerdote que a sua filha chamou para orar por você; quando entrei e vi a cadeira vazia ao lado da sua cama, imaginei que você soubesse que eu viria visitá-lo.Ah sim, a cadeira! Entre e feche a porta.Então o homem enfermo lhe disse:- Nunca contei para ninguém, mas passei toda a minha vida sem ter aprendido orar.Não sabia direito como se deve orar.E nunca dei muita importância para a oração. Pensava que Deus estava muito distante de mim.- Assim sendo, há muito tempo abandonei por completo a idéia de falar com Deus. Até que um amigo me disse: José, orar é muito simples. Orar é conversar com Jesus, e isto eu sugiro que você nunca deixe de fazer você se senta numa cadeira e coloca outra cadeira vazia na sua frente. Em seguida, com muita fé, você imagina que Jesus está sentado ali, bem diante de você. Afinal Jesus mesmo disse:

"-Eu estarei sempre com vocês". -Portanto, você pode falar com Ele e escutá-lo, da mesma maneira como está fazendo comigo agora.- Pois assim eu procedi e me adaptei à idéia. Desde então, tenho conversado com Jesus durante umas duas horas diárias. Tenho sempre muito cuidado para que a minha filha não me veja pois me internaria num manicômio imediatamente. O sacerdote sentiu uma grande emoção ao ouvir aquilo, e disse a José que era muito bom o que estava fazendo e que não deixasse nunca de fazê-lo.- Em seguida orou com ele e foi embora. Dois dias mais tarde, a filha de José comunicou ao sacerdote que seu pai havia falecido. O sacerdote então perguntou: - Ele faleceu em paz? - Sim, quando eu estava me preparando para sair, ele me chamou ao seu quarto. Ele disse que me amava muito e me deu um beijo. Quando eu voltei das compras, uma hora mais tarde, já o encontrei morto. Porém há algo de estranho em relação à sua morte, pois aparentemente, antes de morrer, chegou perto da cadeira que estava ao lado da cama e encostou a cabeça nela. Foi assim que eu o encontrei. Porque será isto? - perguntou a filha. O sacerdote, profundamente emocionado, enxugou as lágrimas e respondeu: - Ele partiu nos braços do seu melhor amigo. Ele foi para os braços do Pai...


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Pe. Zezinho, scj
O Deus que achamos ter achado
[ Voltar ]

Conta uma lenda que um garimpeiro solitário e extremamente vaidoso de sua capacidade de achar o que os outros não achavam, sob os aplausos dos amigos embrenhou pelo sertão, jurando que jamais voltaria para a sua cidade sem a maior pedra preciosa do mundo. Ele revelaria ao mundo a pedra de maior valor que qualquer ser humano pudesse ter visto. Trinta anos depois, voltou feliz e vitorioso com um diamante de seis quilos. Foi aquela festa. Os velhos amigos e os novos o aplaudiam pelo feito, e ele foi chamado por todas as comunidades da região a dar palestras e testemunhos sobre seu grande achado, até que um experiente conhecedor de pedras preciosas pediu para examiná-lo. Era falso

Os fãs do garimpeiro falsário ao invés de abandonar o mentiroso, atacaram o estudioso. Já não se importavam com a verdade e sim com as façanhas e as histórias do garimpeiro que era tão simpático e querido, falava tão bem e tinha sofrido tanto... E daí, se a pedra não era um diamante! Afinal, ele era autêntico e sincero! Não merecia ser desmascarado... Apoiado por seus fãs o aventureiro continuou dando testemunho do seu grande encontro com a grande mentira. Havia mais gente querendo ouvi-lo, vê-lo e tocá-lo do que gente querendo ver e ouvir o especialista em pedras preciosas. O marketing do aventureiro foi mais eficiente! Ficaram com ele.

O mundo esta cheio de profecias, livros, testemunhos e depoimentos de quem garante que encontrou Deus. Alguns realmente tiveram um encontro com ele. Outros, pela vida que vivem, não o acharam. Estão mentindo. A televisão está cheia de atores, atrizes, apresentadores e apresentadoras dizendo-se católicos ou evangélicos e vivendo, mostrando e ensinando o oposto do que um verdadeiro evangélico faria. Das duas uma: ou não se converteram, mas está na moda dizer que se converteu, ou acharam a fé errada e embarcaram numa igreja ou em grupos que se proclamam de Cristo ou batizados no Espírito, mas ensinam o contrário do que Cristo ensinou.

Nunca é demais ficar atentos. Jesus nos alertou contra eles
(Mt 7, 15). Há pessoas dizendo ter achado o que não acharam. Pelos frutos os conhecereis, opinava Jesus! (Mt 7,16)

Pe. Zezinho, scj


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