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A borboleta azul
Havia um viúvo que morava com suas duas filhas
curiosas
e inteligentes.
As meninas sempre faziam muitas perguntas.
Algumas ele sabia responder, outras não.
Como pretendia oferecer a elas a melhor educação,
mandou as meninas passarem férias com um sábio
que morava no alto de uma colina.
O sábio sempre respondia todas as perguntas
sem hesitar.
Impacientes com o sábio, as meninas resolveram
inventar
uma pergunta
que ele não saberia responder.
Então, uma delas apareceu com uma borboleta
azul
que usaria pra pegar uma peça no sábio.
- O que você vai fazer? - perguntou a irmã
- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e
perguntar
se ela está viva ou morta.
Se ele disser que está morta, vou abrir minhas
mãos e deixá-la voar.
Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la
e esmagá-la.
E assim qualquer resposta que o sábio nos der
está errada!
As duas meninas foram, então, ao encontro do
sábio, que estava meditando.
- Tenho aqui uma borboleta azul.
Diga-me sábio, ela está viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você. Ela está em suas mãos.
* * * * * * *
Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso
futuro.
Não devemos culpar ninguém quando algo
dá errado.
Somos nós os responsáveis por aquilo que
conquistamos (ou não).
Nossa vida está em nossas mãos, assim
como a borboleta.
Cabe a nós escolher o que fazer com ela.
"Quando eu era feliz, julgava conhecer os homens;
mas o destino quis que só na desgraça
os conhecesse."
Napoleão.
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