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ORGANISMO MUNDIAL DOS CURSILHOS DE CRISTANDADE
BOLETIM MENSAL – 01 JUNHO 2008
Queridos amigos
Que a paz e o amor de Nosso Senhor estejam sempre convosco!
- Eventos e informação actual
No final do mês de Abril, de 25 a 27, por gentil convite do Secretariado Diocesano de Monterrey, México, Juan Ruiz teve oportunidade de participar num Curso de Reitores e Reitoráveis. E em Maio, de 15 a 17, também fui cordialmente convidado pelo Conselho Pontifício para os Leigos a participar no Seminário para Bispos, sobre os Movimentos.
“A experiência da Diocese de Monterrey foi belíssima porque me impressionou e aprendi muito com a qualidade de Dirigentes que o Movimento dos Cursilhos tem naquela cidade. Assim como também com a boa formação, tanto técnica como espiritual, que os dirigentes estão a receber. Com a grande capacidade de assombro que têm os seus dirigentes, cria-se uma abertura que facilita enormemente que continuem a aprender e a crescer constantemente. Outra coisa que também me impressionou foi a preparação, humildade e espírito de serviço de todos os apresentadores e organizadores do evento. Não há dúvida de que quando há essa capacidade de assombro, a pessoa não pode senão “admirar com cada olhar”.
O Seminário dos Bispos sobre os Movimentos, em Roma, foi outro “momento próximo de Cristo” porque tive oportunidade dum contacto pessoal com mais de cem Bispos e Cardeais dos cinco continentes e com um ramalhete de uns vinte leigos de diferentes Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades. Ao partilhar com todos num ambiente de amizade durante as conferências, grupos de trabalho, refeições e momentos livres, todos exprimiram claramente o seu grande apreço pelo Movimento dos Cursilhos de Cristandade.
Comentavam que “os Cursilhos são um dos movimentos que trabalham mais ligados aos bispos”. Inclusivamente os Bispos dos países em que não há Cursilhos (e até onde já há Cursilhos) disseram-me que gostariam que os visitasse. Tenho uma visita pendente para Porto Rico, Cuba, Equador, Chile, Peru, Espanha, Índia, Sri Lanka, entre outras. Num ambiente de total fraternidade, pudemos dar-nos claramente conta de como o Espírito santo vai respondendo aos sinais dos tempos, através da criação dos Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades. Confirmou-se claramente – e foi várias vezes confirmado – o que o servo de Cristo João Paulo II nos disse no Primeiro Encontro Mundial de Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades, em 1998: “os Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades são a nova primavera da Igreja”. Assim como também o nosso santo Padre Bento XVI tem vindo a promover todos os Carismas dos Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades desde o tempo em que era o Cardeal Ratzinger.
Os poucos representantes dos diferentes movimentos que estávamos presentes pudemos sentir o calor, o carinho e a aceitação de todos os Bispos e Cardeais presentes. O seminário produziu tais frutos que Sua Eminência o Cardeal Theodore E. McCarrick, Arcebispo Emérito de Washington, recomendou que “estes seminários sejam organizados pela Conferência Episcopal de cada país para que mais Bispos e Cardeais possam participar”.
Um desejo que vários Bispos formularam foi o de poder transmitir esta visão ao clero das suas dioceses. Por conseguinte, necessitamos de rezar muito para que o seu entusiasmo e visão possam ser transmitidos a todos os seus sacerdotes e possamos complementar-nos na Evangelização de cada uma das nossas dioceses, respeitando a vocação de cada pessoa dentro da sua singularidade, originalidade e criatividade. Bem como a Mentalidade, Essência e Finalidade de cada um dos carismas.
E como se tudo isto ainda fosse pouco, a experiência culminou com a audiência com Sua santidade Bento XVI, na Sala Clementina do Vaticano. Com o mesmo amor e firmeza de sempre, entre outras coisas, disse aos Bispos e Cardeais: “Peço-vos que vades ao encontro dos movimentos com muito amor”.
Lamento não poder expor-vos, nem sequer em síntese, neste boletim, todas as exposições que foram feitas e os frutos de cada uma delas, que realmente foram resposta do Espírito Santo. Por isso, convidamo-vos a visitar a página da Web do Conselho Pontifício para os Leigos http://www.laici.org/ onde poderão encontrar o texto de cada uma das exposições para que as possam estudar nas vossas Escolas de Dirigentes e fiquemos mais conscientes do grande valor e responsabilidade que temos como administradores de cada um desses carismas”.
II Estudo do Carisma – II Parte
CARISMA
A chuva que cai do céu, única e indivisa, faz germinar as mais diversas e variegadas espécies de flores e árvores.
O Espírito Santo é um só, mas, “os dons são diversos, as funções são diversas e os modos de agir são diversos” (1Cor 12, 4-6) e “distribui a graça a cada um conforme lhe apraz” (1 Cor 12, 11).
I – Origem
A origem da palavra CARISMA vem do vocábulo grego járisma o qual, por sua vez, deriva do verbo jarísomai que significamostrar-se“amável e generoso”, “oferecer algo”.
O sufixo ma indica o fruto da acção. Assim járisma significa “dom gratuito”, “presente”.
Um papiro antigo utiliza este termo para designar os presentes oferecidos aos marinheiros.
Existe uma relação entre o vocábulo járisma e o nome grego járis que significa “graça”. Esta correspondência não se encontra entre os nossos termos “carisma” e “graça”.
Conceito civil
- Os dicionários costumam definir a palavra carisma como a especial capacidade de algumas pessoas para atrair ou fascinar.
Aplica-se, por extensão, a algumas pessoas, como políticos, religiosos, actores, etc., que atraem vivamente as multidões.
- Alguns sociólogos querem indicar com a palavra carisma a capacidade de exercer autoridade com base na crença dos seguidores nas capacidades exemplares de uma pessoa.
- Também se utiliza habitualmente a palavra carisma para descrever uma habilidade para influir ou atrair outras pessoas. Refere-se especialmente à capacidade de certas pessoas para motivar com facilidade a atenção e a admiração dos outros graças a uma qualidade “magnética” de personalidade ou aparência.
Conceito espiritual
A Igreja, na palavra “carisma”, mantém o significado grego de “graça” ou “dom”, juntando “de Deus”, o acrescento Paulino que exprime a origem divina pela qual se outorga o carisma a qualquer o baptizado, para o bem comum.
Ou seja, como o resultado de ter recebido o járis, uma graça, e de tê-la recebido do Espírito. Decididamente, um carisma é um dom de Deus.
II – Os carismas na Igreja
Há dois elementos que contribuem para a definir o que é um carisma:
Primeiro o carisma é o dom outorgado “para o bem de todos” (1Cor 12, 7), ou seja, está ao “serviço dos outros”. (! Pe 4, 10).
Segundo, o carisma é o dom outorgado “a um” ou “a alguns” em particular, não a todos do mesmo modo.
Sempre houve carismas na Igreja.
Os carismas não surgiram apenas na Igreja Primitiva. Cada época da história, cada lugar do mundo, cada circunstância que a Igreja atravessa, requerem a manifestação do Espírito e Ele distribui os seus dons, funções, actividades e ministérios de acordo com as necessidades concretas de cada momento.
Ao vocábulo “carisma” atribui-se uma origem Paulina, mas a realidade é que já se encontra operante no Antigo Testamento, em reis, juízes, profetas e outros grandes personagens, tanto homens como mulheres. Estes não receberam apenas de Deus uma missão mas também a efusão do Espírito Santo para a exercer para além das suas forças meramente naturais. Não obstante isto, foi Paulo quem fixou o termo carisma e o utilizou com profusão: dezasseis vezes.
Também é citado por S. Pedro, ainda que apenas uma vez. (1Pe 4,10).
1 – Definição
Paulo utiliza a palavra carisma com várias acepções: considera como carisma o dom espiritual concedido por Deus àqueles a quem coube a sorte da vocação cristã. (1Cor 1, 7). Mas como nem todos a vivem da mesma forma, cada um recebe o carisma que lhe é próprio. (1Cor 7, 7).
Noutras passagens, com a palavra carisma, exprime outros significados muito diferentes: edificação comum, curas (1Cor 12, 9.28.30), escapar do perigo de morte (2Cor 1, 11), redenção (Rom 5, 15), força (2Tim 1, 6) irrevogável. (Rom 11, 29 G-17).
Mas sempre sob um mesmo denominador: uma graça do Espírito Santo que habilita aquele que a recebe a contribuir para a edificação da comunidade (Igreja), ou seja, para o bem de todos (1Cor 12, 7).
Daí surge a definição de carisma como um Dom gratuito que Deus concede a algumas pessoas para benefício da comunidade.
Por Carisma, pode, pois, entender-se sob o conceito teológico, um dom espiritual concedido por Deus a um crente, o qual, vivendo uma experiência religiosa de especial intensidade, é capaz de condicionar de forma extraordinária a vida espiritual de um grupo ou de uma época histórica.
Este “dom” apresenta-se como uma novidade e conserva relação com a mesma raiz (járis) que significa “graça”.
Daqui nasce a sua tripla característica:
Dom que procede da graça
Dom com carácter de utilidade pública
Dom ao serviço do Evangelho, do qual dá testemunho.
Um carisma é, pois, um dom espiritual que Deus dá como presente e que não depende do mérito nem da santidade da pessoa que o recebe.
Nem tão pouco é necessário um carisma para atingir a santidade.
Os carismas são uma expressão da multiforme graça divina.
- Diversidade de carismas
Os carismas são inumeráveis, de variada importância, conforme sirvam mais ou menos para a edificação da Igreja, sobretudo, de diferente natureza, segundo a função específica que têm que desempenhar.
Os carismas distinguem-se entre ordinários e extraordinários, entendendo-se entre estes a globalia e as curas. Por carismas ordinários entendem-se normalmente os mais “simples e comuns”, como lhes chama o Concílio Vaticano II (LG 12; AA 3).
Mas o Espírito Santo infunde a um a palavra der sabedoria, a outro a palavra de ciência, a outro a profecia, a outro o discernimento, a outro o do serviço, a outro o do apostolado, … distribuindo-os em particular, a cada um, como entende (1Cor 12, 7-11), manifestando-se nas pessoas de muitas formas: de apóstolo, de profeta, de evangelizador, de pastor, de mestre, …
LISTAS de carismas
Os teólogos e escritores que se debruçaram sobre os carismas estabeleceram diferentes listas e agrupamentos de carismas.
Mais que listas, podem considerar-se como uma série de formas diversas de “manifestações do Espírito” (1Cor 12, 7) ou uma série de “dotes diferentes” (Rom 12, 6) que valem para todos (1Pe 4, 10s).
Nas cartas de S. Paulo encontram-se quatro listas de carismas (1Cor 12, 8-10 e 28-30; Rom 12, 6-8 4 Ef 4. 11),
As listas contêm um total de vinte carismas diferentes, mas estas não pretendem ser exaustivas. Há muitos outros carismas.
A lista mais completa encontra-se no capítulo 12 da primeira carta aos Coríntios. Nela (1Cor 12, 8-10) aparecem nove carismas que se podem distribuir em três grupos:
Carismas da mente: Sabedoria, Ciência, Discernimento de Espíritos;
Carismas de acção: Milagres, Curas, Fé;
Carismas da língua: Profecias, Línguas, Interpretação.
Entre todos os carismas a primazia vai para o Amor. O amor é o carisma dos carismas, o mais excelente e ao qual se subordinam todos os outros.
“Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que ressoa. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, e tenha fé capaz de transportar montanhas, se não tiver amor nada sou.” (1Cor 13. 1-3). Sem a caridade são totalmente inúteis os carismas mais impressionantes. (1Cor 12 e Rom 12).
- – Finalidade
“A manifestação do Espírito (o carisma) é concedida a cada um em ordem ao bem comum” (1Cor 12, 7). Este bem comum é a edificação da Igreja e “edifica-se” quando se faz algo “por via da revelação, da ciência ou do ensino” (1Cor 14, 6). Mais concretamente, “edifica os outros quem os exorta, quem lhes ensina as coisas da fé, quem distribui aos outros as suas próprias riquezas, quem actua com misericórdia” (Rom 12, 7-8)) mas dando sempre a primazia à caridade. A caridade é a única realidade que nunca acabará.
São Pedro acrescenta um aspecto que complementa, como consequência, a doutrina de Paulo: a finalidade missionária dos carismas de proclamar as maravilhas do Senhor.
Os frutos dos carismas são realmente para a evangelização, para a manifestação do poder de Deus em nós, para a conversão, para confirmar, como nos diz S. Paulo (Rom 1, 16) que o evangelho é uma força de Deus para salvação de todo o que crê.
Uma faceta importante dos carismas é o seu carácter orgânico. Todos devem operar em harmonia, como as múltiplas funções dum corpo são.
Os dois textos paulinos mais explícitos sobre os carismas (1Cor 12 e Rom 12) utilizam a comparação com o corpo humano, com a sua unidade orgânica, a diversidade de funções e a interdependência dos membros, para ilustrar como os carismas são também diversos na função e interdependentes, com a missão específica de contribuir para a unidade, solidariedade e crescimento vigoroso da fraternidade cristã.
“Porque o corpo não é um membro, mas muitos” (1Cor 12, 14. Torna-se possível a unidade pela complementaridade mútua.
“E se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Há muitos membros mas um só corpo” (1Cor 12, 19).
A prática do carisma, como serviço ao próximo, produz uma progressão na vida espiritual, ainda que não pelo carisma em si, mas pela atitude de serviço.
Mas há que ter em conta que os carismas são apenas auxílios na evangelização. Outorgam-se para fortalecer a fé daqueles no meio dos quais se manifestam estes dons extraordinários do Espírito de Deus.
Quando um carisma se exerce como um serviço aos outros, podemos afirmar que o referido exercício é um caminho de crescimento na fé e no amor.
Como sempre, despedimo-nos pedindo a Nosso Senhor que nos mantenha unidos no Seu amor e amizade. E neste momento atrevemo-nos a pedir-vos intendência por uma necessidade muito grande de Juan Ruiz em relação a um familiar próximo.
(Nota do Tradutor: À Conchita Ruiz, esposa de Juan Ruiz, foi detectado um problema grave de saúde, no peito).
De Colores!
Juan Ruiz – Presidente OMCC.
III – Uma nota do nosso Director Espiritual
“Os Carismas dos fiéis actuam abundantemente e produzem frutos somente quando são alimentados com a Palavra de Deus, fielmente transmitida na sua pureza e integridade.” Com estas palavras, proferidas em 5 de Outubro de 1979 em Chicago, o Papa João Paulo II reconheceu que os leigos (“os fiéis”) podem ser receptores e transmissores dos seus próprios carismas, com que foram dotados por Deus.
Oito anos depois, em Miami dissertou sobre o tema dos Carismas. “Todos… somos chamados a construir o Corpo de Cristo. (Ef 4, 12) … este “construir” tem duas dimensões: uma dimensão pessoal e uma dimensão comunitária… Cristo dá à Igreja uma variedade de carismas com o propósito de intensificar a comunhão com o seu Corpo. Concede-lhe uma grande diversidade de vocações na Igreja, não apenas para o bem-estar da pessoa mas para o bem comum”. Note-se a distinção entre “carisma” e “vocação” – obviamente não são idênticos. O primeiro é um dom para a Igreja, sem relação com um posto oficial ou ministério na Igreja, e o último refere-se ao “estado de vida” ou “caminho” de vida. Continuou desenvolvendo as suas reflexões sobre os “carismas”, no ano seguinte, na exortação apostólica baseada no Sínodo sobre os Leigos, de 1987, “Christifidelis Laici” nº 24: “O Espírito dá-os como uma resposta às múltiplas exigências da história da Igreja”. Os Carismas não aparecem num vazio histórico, mas no contexto das exigências específicas, discernidas pelo Espírito Santo, o qual “esquadrinha tudo, inclusivamente as profundidades de Deus” (1 Cor 2, 10).
Encontrei duas citações do Papa João Paulo II que se referem especificamente à vida dos religiosos, mas que se podem transpor para o contesto dos “fiéis”. “A chave para a realidade de cada um destes institutos religiosos foi a fidelidade ao carisma original que Deus fez surgir, no fundador ou fundadores, para o enriquecimento da Igreja.” (4 Out 1979, Chicago). “Cada um dos seus fundadores foi um homem que, sob a inspiração do Espírito Santo, possuía um carisma particular. Cristo tinha nele um instrumento excepcional para a Sua obra de salvação, que desta maneira especial é perpetuada na história da família humana. A Igreja, gradualmente, assume estes carismas, avaliando-os e quando os considera autênticos, dando graças ao Senhor por eles e tratando de pô-los “em lugar seguro” na vida da comunidade para que possam frutificar sempre” (Mensagens aos Superiores Gerais, 27 Nov 1978). Os carismas surgiram em determinados tempos mas não são limitados por eles. Mas sim (e sim) esses tempos são o ponto de partida para o seu funcionamento contínuo, que vai para além das circunstâncias da origem do carisma. Os carismas particulares foram encarnados, primeiro no fundador, que serve de íman para que outros fiquem “contagiados” pelo carisma.
Com muita frequência, estes grupos de pessoas em quem o carisma actua, crescem em união como “movimento” ou “nova comunidade”. O documento final da assembleia plenária da CELAM (Conferência Episcopal da América Latina) em Maio de 2007 refere-se ao papel dos Movimentos e Novas Comunidades. “Conviria animar alguns movimentos e associações que mostram hoje um certo cansaço ou debilidade e convidá-los a renovar o seu carisma original, que não deixa de enriquecer a diversidade com que o Espírito se manifesta e actua no povo cristão” (nº 311).
“Para aproveitar melhor os carismas e serviços dos movimentos eclesiais no campo da formação dos leigos, devemos respeitar os seus carismas e a sua originalidade… os movimentos devem manter a sua especificidade, mas dentro duma profunda unidade com a Igreja particular” (nº 313).
Como se disse no último boletim mensal, mantemos a nossa identidade numa continuidade dinâmica e viva do “evento fundacional” que forjou esta identidade. Voltemos ao lar das nossas raízes. “Não há nada como o nosso lar”!
De Colores
Pe. David Smith
Director Espiritual OMCC
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